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Tropa de choque invade ocupação de praça em frente à casa de Temer em São Paulo

A coordenação da frente Povo Sem Medo, acusa o governador Geraldo Alckmin (PSDB) de coordenar diretamente a ação policial.


POR RBA

Publicado em 23 de maio de 2016

Foto de LINA MARINELLI/JORNALISTAS LIVRES

Por volta da meia-noite de hoje (23), oficiais da tropa de choque da Polícia Militar iniciaram um ataque aos manifestantes que, horas antes, haviam ocupado uma praça próxima à casa do presidente interino, Michel Temer, em São Paulo. A coordenação da frente Povo Sem Medo, acusa o governador Geraldo Alckmin (PSDB) de coordenar diretamente a ação policial, que utilizou jatos d’água, bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para retirar os ocupantes.

"Enquanto apoiadores do golpe e do impeachment permaneceram dois meses acampados na Paulista, em frente à Fiesp, ninguém alegou obstrução da via para expulsá-los", protestou Guilerme Boulos, um dos organizadores da mobilização e coordenador do MTST.

Boulos também afirmou que as cenas de repressão não vão arrefecer os ânimos. "Se eles acham que reprimindo vão ou obstruir a luta popular, eles estão muito enganados", disse Boulous, comparando o jato d'água disparado contra os manifestantes com gasolina lançada ao fogo. "A fogueira agora só vai aumentar", declarou, em entrevista aos Jornalistas Livres.

Após saírem em passeata do Largo da Batata, em São Paulo, manifestantes contrários ao governo acamparam um uma praça nas redondezas da casa do presidente interino em Pinheiros. O protesto, convocado pela frente Povo Sem Medo, que reúne diversos outros movimentos sociais, começou por volta de 14h.

O trajeto original da marcha previa chegar à residência do peemedebista, mas todos os acessos foram fechados pela Polícia Militar, pelas Forças Armadas e pelo comando da segurança da Presidência da República, alegando risco à segurança nacional. O interino já havia antecipado seu retorno a Brasília, para onde embarcou por volta das 15h.

Além de acusarem Temer de ter praticado um golpe que culminou no afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT), os manifestantes reclamam da suspensão do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.


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