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Ex-presidente do PSDB de Minas é preso em operação em BH

Nárcio Rodrigues foi secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais durante o governo de Antonio Anastasia (PSDB). Ele é acusado de desviar pelo menos R$ 14 milhões das obras de construção da Cidade das Águas em Frutal.


POR Redação

Publicado em 31 de maio de 2016

Nárcio, Aécio e Anastasia, trio mineiro unido.

Foto de Mauricio de Souza/Hoje em Dia

Nárcio Rodrigues, ex-presidente do PSDB de Minas Gerais e ex-deputado, foi preso nesta segunda-feira (30) acusado por delatores da Operação Aequalis de liderar um esquema que desviou pelo menos R$ 14 milhões das obras de construção da Cidade das Águas em Frutal, no Triângulo Mineiro.

Nárcio foi secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais durante o governo de Antonio Anastasia (PSDB), entre dezembro de 2010 e novembro de 2014. Nárcio pertence ao núcleo de Aécio Neves, presidente nacional do PSDB. Ele também é pai do deputado federal Caio Nárcio (PSDB-MG), que na votação pelo afastamento da presidenta Dilma Rousseff citou seu pai.

“Por um Brasil aonde meu pai e meu avô diziam que decência e honestidade não era possibilidade, era obrigação. Por um Brasil aonde os brasileiros tenham decência e honestidade”, afirmou o parlamentar no último dia 17 de abril, com uma bandeira do país nas mãos.

Mas segundo o Ministério Público, a prisão do pai de Caio Nárcio é por conta de fraudes encontradas nas investigações em obras realizadas em Frutal, no Triângulo Mineiro. As obras realizadas durante a gestão dele como secretário foram auditadas em 2015 pela Controladoria-Geral de Minas Gerais, que apontou irregularidades.

Ainda de acordo com o MP, os desvios ocorreram entre 2012 e 2014, durante o governo do também tucano Antônio Anastasia, atual senador pelo PSDB, e tinham como objetivo fraudar para levantar recursos para campanhas políticas.

Na operação, foram presos Neif Chala, ex-servidor da Sectes, Alexandre Pereira Horta, engenheiro do Departamento de Obras Públicas de Minas Gerais, Luciano Lourenço dos Reis, funcionário da CWP Engenharia Ltda, e Maurílio Reis Bretas, sócio administrador da CWP. Também foi preso Hugo Alexandre Timóteo Murcho, que é diretor no Brasil da multinacional portuguesa Yser e da empresa Biotev Biotecnologia Vegetal Ltda. Além deles, o português Bernardo Ernesto Simões Moniz da Maia, presidente da Yser, já é considerado foragido da Justiça.

Do Portal Vermelho, com informações de agências

 

 


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