Editorial

Intensificar as mobilizações para barrar o golpe no Senado

Para a Fitmetal, o momento exige de toda a classe trabalhadora a permanência e a intensificação de sua mobilização contra o golpe.


POR Redação

Publicado em 18 de abril de 2016

Ato em defesa da democracia no Vale do Anhangabaú (SP), dia 17/04.

Foto de Paulo Pinto

Os democratas brasileiros assistiram, na noite do último domingo, 17 de abril, a um espetáculo grotesco que entrará para a história como uma tentativa inequívoca de golpe de Estado.

Devemos qualificar como “tentativa” a votação ocorrida no Congresso Nacional porque o processo de impedimento da presidenta Dilma Rousseff ainda está longe de ter seu desfecho. A batalha final se dará no Senado Federal, em dois momentos: a princípio, nas duas próximas semanas; o segundo ato, caso a escalada do golpe continue, se dará em um prazo de até seis meses.

Está evidente que a presidenta Dilma não cometeu crime de responsabilidade e que seu julgamento, pelos 513 deputados federais, teve uma conotação exclusivamente política. A votação da admissibilidade de um impeachment sem base legal conduzida por Eduardo Cunha, réu no Supremo Tribunal Federal (STF), é uma agressão ao povo brasileiro, à Constituição e à reputação do Brasil ante o conjunto das nações democráticas.

Para a Fitmetal, o momento exige de toda a classe trabalhadora a permanência e a intensificação de sua mobilização contra o golpe. Há um risco iminente de perda de direitos históricos consagrados, como a Consolidação das Leis Trabalhistas. É preciso que estejamos nas ruas, presentes em cada fábrica e em cada local no qual os trabalhadores e as trabalhadoras estejam presentes, com o intuito de ampliar o diálogo e obter novos apoios em todos os setores da sociedade.

Os metalúrgicos e metalúrgicas do Brasil estão prontos a dar sua contribuição para barrar a ação golpista em curso. Temos a nosso favor a verdade, os valores democráticos e um projeto de nação que conta com o respaldo popular, conforme demonstra o resultado das urnas em 2014. Qualquer solução que desrespeite a soberania popular será considerada golpe.

A luta agora é no Senado.

Não ao golpe!

Viva a democracia!

São Paulo, 18 de abril de 2016
Direção Executiva da Fitmetal


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