Editorial

Resolução da 5ª Reunião da Direção Executiva da FITMETAL

A FITMETAL promoveu em São Paulo (SP), nos dias 9 e 10 de outubro, a quinta reunião de sua direção executiva. Sob a liderança do presidente da Federação, Marcelino da Rocha, os dirigentes aprovaram a seguinte deliberação às bases


POR FITMETAL

Publicado em 10 de outubro de 2017

Foto de Murilo Tomaz

5ª Reunião da Direção Executiva da FITMETAL (2017-2021)

RESOLUÇÃO

1) Prestes a completar 18 meses na Presidência, Michel Temer alcançou, em setembro, sua taxa recorde de rejeição popular, segundo o Ibope. Apenas 3% da população avalia sua gestão como “ótima” ou “boa”, enquanto nada menos que 77% a consideram “ruim” ou “péssima”. Acusado pela Procuradoria-Geral da República de pertencer a uma organização criminosa – a qual o ex-procurador Rodrigo Janot chamou de “quadrilhão do PMDB” –, o presidente ilegítimo deve enfrentar, neste mês, mais uma denúncia na Câmara dos Deputados. Mas seu governo sobrevive sob o amparo do rentismo, das elites empresariais, de setores da grande mídia e da maioria do Congresso Nacional.

2) Na economia, apesar de ligeiros sinais de recuperação, o Brasil continua a apresentar números decepcionantes, como o baixo crescimento do PIB e a lenta redução do desemprego. O setor produtivo, vítima de uma política econômica ultraliberal e desnacionalizante, segue em recessão, com fechamento de fábricas e estaleiros. É preciso intensificar a pressão sobre o governo Temer e avançar na luta por uma agenda de reindustrialização do País, com valorização do conteúdo nacional, retomada mais consistente do crescimento e geração de empregos.

3) Um dos símbolos do enfrentamento às adversidades e aos retrocessos neste período é a campanha “Brasil Metalúrgico”, que une entidades ligadas a nove centrais sindicais, confederações e federações – com participação destacada da FITMETAL. Foi a partir dessa parceria que a categoria metalúrgica promoveu duas bem-sucedidas atividades unitárias – o Dia Nacional de Lutas, Protestos e Greve (em 14 de setembro) e a Plenária Nacional dos Trabalhadores da Indústria (no dia 29). Para 10 de novembro, as entidades do movimento chamam o Dia Nacional de Protesto e Paralisação, que terá manifestações em diversos estados. Os sindicatos filiados da FITMETAL e as bases da CTB estão convocados a se envolverem desde já nos preparativos e na realização dessas atividades.

4) Outra prioridade neste segundo semestre é a continuidade do Ciclo de Debates “Indústria e Desenvolvimento”. Lançado em 2017 pela FITMETAL, em parceria com a CTB e o Dieese, seu objetivo é discutir o fenômeno da desindustrialização da economia brasileira e apresentar propostas para enfrentar a crise. O primeiro debate, em São Paulo, a 15 de agosto, contou com a participação de especialistas como Bresser-Pereira (Fundação Getúlio Vargas), Clemente Ganz Lúcio (Dieese) e Marilane Teixeira (Cesit/Unicamp). Já em Aracaju, no dia 4 de outubro, os debatedores foram o professor Ricardo Lacerda (Universidade Federal de Sergipe) e o economista Luís Moura (Dieese/Sergipe). É indispensável que todas as bases da FITMETAL programem eventos em suas regiões, em articulação com outros segmentos, nacionalizando o ciclo, aperfeiçoando o entendimento da realidade e qualificando sua pauta de luta. Já estão previstas novas rodadas em sete cidades – Rio de Janeiro (20/10), Salvador (27/10), Manaus (31/10), Belo Horizonte (6/11), Chapecó (7/11), Recife (27/11) e São Luís (7/12).

São Paulo, 10 de outubro de 2017

A direção executiva da FITMETAL

Foto de Murilo Tomaz