Editorial

Todo apoio aos trabalhadores metalúrgicos de Catalão (GO)

Os metalúrgicos da fábrica da Mitsubishi de Catalão, no interior de Goiás, estão de braços cruzados. Com adesão de 90% da categoria, a greve, liderada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão, é uma contundente resposta à intransigência da montadora.


POR Fitmetal

Publicado em 19 de outubro de 2017

Desde segunda-feira (16/10), os metalúrgicos da fábrica da Mitsubishi de Catalão, no interior de Goiás, estão de braços cruzados. Além de protestar contra as demissões efetuadas nos últimos meses, os trabalhadores reivindicam R$ 7 mil de PLR (Participação nos Lucros e Resultados), abono de R$ 3.500, reajuste real nos salários e a não aplicação da reforma trabalhista na convenção coletiva, entre outros pontos.

Com adesão de 90% da categoria, a greve, liderada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (Simecat), é uma contundente resposta à intransigência e aos abusos da montadora japonesa. Não bastasse a insensibilidade da empresa – que finge desconsiderar o atual período de crise no País, desindustrialização da economia nacional e desemprego em alta –, há pressões constantes contra os trabalhadores e sua entidade máxima.

Nesta quarta-feira (18), uma nova assembleia dos trabalhadores deliberou pela continuidade da greve. A Justiça local chegou a acatar a solicitação de interdito proibitório feita pela Mitsubishi e autorizou reforço policial na assembleia. Mesmo assim, a paralisação foi julgada legal (não abusiva), numa importante vitória da categoria.

A FITMETAL (Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil) e suas entidades de base se solidarizam aos trabalhadores e ao Simecat. Em demonstração de apoio à causa – justa e legítima – da categoria em Catalão, faremos manifestações em concessionárias da Mitsubishi, ajudando a denunciar o descaso da multinacional e também cobrando o “pacotão” em benefício dos metalúrgicos.

São Paulo, 18 de outubro de 2017

MARCELINO DA ROCHA
Presidente da FITMETAL


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