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Rio de Janeiro: Sindicato debate conjuntura, reforma da Previdência e ação sindical

O encontro contou com as palestras do professor da UERJ, Bruno Leonardo Sobral, e da professora da UFRJ, Maria Lucia Werneck.


POR Redação

Publicado em 20 de março de 2017

Foto de Reprodução

Na última sexta-feira (17), o Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro reuniu a direção da entidade e alguns ativistas para o seminário que debateu a conjuntura estadual, a reforma da Previdência e a ação sindical para 2017. O encontro contou com as palestras do professor da UERJ, Bruno Leonardo Sobral, e da professora da UFRJ, Maria Lucia Werneck.

O presidente do sindicato, Jesus Cardoso, abriu o seminário ressaltando a importância da participação dos trabalhadores nos rumos do estado do Rio de Janeiro e na luta contra a proposta de reforma da previdência que penaliza a classe operária.

O professor Bruno Leonardo Sobral iniciou sua apresentação destacando que a crise no Rio não deve ser tratada apenas como crise do Rio de Janeiro, pois, segundo ele, o governo federal tem promovido um arrocho e concentrado o poder, resolvendo suas contas à custa do Rio de Janeiro, tendo como exemplo claro a decisão de privatizar a Cedae.

Segundo o professor, com esta fórmula do governo federal, o Rio de Janeiro tem se endividado ainda mais. “A crise do RJ não é apenas por conta da corrupção, ela é federativa. Falta ao governo federal assumir essa questão e promover a recuperação econômica do estado”, defendeu Bruno Leonardo.

Sobre a questão do desemprego, Bruno informou que a taxa de desocupação no Rio de Janeiro já superou a média nacional. Em dois anos caiu pela metade o número de trabalhadores da indústria naval, sendo a maior parte no Rio de Janeiro.

Reforma da previdência retira direitos

A professora da UFRJ, Maria Lucia Werneck, atacou a reforma da Previdência do governo Temer. Segundo ela, essa proposta não é apenas técnica, mas política. Disse ainda que vários países fizeram essa reforma por imposição do FMI. Maria Lucia disse que essa reforma precisa ser debatida antecipadamente com a sociedade.

A professora destacou a importância da Constituição Federal de 1988, que estabeleceu as fontes de financiamento da seguridade social. Por isso, mantendo o que está na CF “a previdência é superavitária e o rombo alegado pelo governo federal é uma falácia”.

A professora destacou trabalhos como o da Associação de Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), que analisa as contas da previdência e contesta os números de Brasília. Para tentar apresentar um rombo nas contas o governo federal não tem levado em conta as outras receitas, mas apenas o que vem da contribuição dos trabalhadores.

Ação Sindical

Na parte da tarde, a direção do Sindicato debateu sua atuação política para este ano e o projeto de 100 anos do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio Janeiro, com a realização de outros seminários e debates, entre outras questões para 2017.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do Rio Janeiro