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Centrais divulgam nota por eleições democráticas e reafirmam o dia 24 de maio contra as reformas

Em nota com o título "Por eleições democráticas e contra as propostas de reformas trabalhista e previdenciária, as Centrais Sindicais reforçam o chamado para a Marcha Nacional dos Trabalhadores no dia 24 de maio em Brasília.


POR Redação

Publicado em 19 de maio de 2017

Foto de FABIO RODRIGUES POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL

A crise é de proporções inimagináveis e teve como primeiras consequências a abertura de inquérito, no Supremo Tribunal Federal, para investigar o presidente da República, a pedido da Procuradoria Geral da República. E também o afastamento do mandato e da presidência do partido, o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

No dia 24 de maio os trabalhadores de todo o país irão invadir Brasília para protestar contra a retirada de direitos e contras as reformas Trabalhista e da Previdência. A data já estava marcada antes de surgirem os áudios do presidente da República e do senador Aécio Neves.

Segundo Marcelino da Rocha, presidente da Fitmetal, a Federação vai participar com uma caravana importante de metalúrgicos, principalmente de Minas Gerais. Com destaque para os companheiros de Três Marias (MG). “É um dia Nacional convocado pelas Centrais Sindicais e os metalúrgicos como uma das categorias mais prejudicadas pela reforma Trabalhista, tem que jogar um papel importante”, diz.

Para o dirigente, a mobilização do movimento social e sindical está crescente desde o 15 de março pela marcha contra a reforma da Previdência, que teve grande participação popular. “Somada a Greve Geral do dia 28 de abril e as comemorações e manifestações no 1º de maio, dia do trabalhador, o próximo dia 24 de maio será um dia determinante para que nós continuemos a pressão contra o Congresso Nacional e contra os retrocessos que vem sendo aprovados”, afirma Marcelino.

Leia íntegra da nota das Centrais Sindicais:

POR ELEIÇÕES DEMOCRÁTICAS E CONTRA AS PROPOSTAS DE REFORMAS TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA

Diante do aprofundamento da crise política após as graves revelações contidas nas delações envolvendo o presidente Temer e outros políticos de expressão nacional, as centrais sindicais alinham-se à cidadania democrática para exigir a apuração rigorosa de todas as denúncias de corrupção e desmandos que vêm paralisando o País, criando insegurança e impactando negativamente a economia nacional, que se manifesta na forma da recessão e no crescente e alarmante índice de desemprego que assola milhões de famílias de trabalhadores.

Os trabalhadores exigem o estrito cumprimento do rito constitucional e a revalorização do estado de direito como a via para a devida apuração destas e das demais denúncias e acusações que, cada dia mais, pesam sobre o mundo da política e da administração pública. Desta forma, recusamos e combateremos qualquer iniciativa de promover medidas que afrontem nossa Constituição democrática e cidadã como alternativa à grave crise política à qual o País vem sendo submetido.

O permanente esgarçamento das instituições republicanas, ocasionado pelas denúncias e acusações de corrupção, nos leva a considerar que falta legitimidade política e social ao governo para, num momento de grave crise institucional, política, econômica e social como a que estamos vivenciando, querer jogar sobre as costas dos trabalhadores e da parcela mais humilde da sociedade o custo do ajuste econômico representado pelas propostas de reformas trabalhista e previdenciária que tramitam no Congresso Nacional, às quais exigimos que sejam imediatamente retiradas da pauta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. É importante que este debate sobre as propostas de reformas aconteça de forma ampla, envolvendo as representações dos trabalhadores e a sociedade civil.

Qualquer solução democrática para a crise política e econômica nesta conjuntura passa pela construção de um amplo e democrático acordo nacional visando à defesa de nossa democracia e à construção de um novo projeto de desenvolvimento nacional, tarefa que deve mobilizar a sociedade civil e suas mais importantes representações, os partidos políticos, as centrais sindicais e as demais organizações dos trabalhadores e representações patronais. Passa, ainda, pela reconstrução da legitimidade das instituições políticas da República, o que, no caso do Governo Federal e do Congresso Nacional, passa por realizar, no mais curto espaço de tempo exigido pela Constituição, eleições gerais e democráticas.

No dia 24 próximo as centrais sindicais estarão em Brasília, com a Marcha Nacional dos Trabalhadores, reafirmando todo o nosso repúdio às propostas de reformas trabalhista e previdenciária e, ao mesmo tempo, buscando soluções democráticas para o atual momento político pelo qual o País atravessa.

São Paulo, 18 de maio de 2017.

Adilson Araújo
Presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

Ricardo Patah
UGT – União Geral de Trabalhadores

Paulo Pereira da Silva – Paulinho da Força
Presidente da Força Sindical

José Calixto
Presidente da NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores

Antonio Neto
Presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

Informações: Diap