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Segundo dia do Congresso da Fitmetal contou com as presenças de Ciro Gomes e Renato Rabelo

Com pedidos de “Fora Temer”, metalúrgicos e metalúrgicas debateram a conjuntura nacional e a industrialização.


POR Murilo Tomaz - Fitmetal

Publicado em 26 de maio de 2017

Foto de Murilo Tomaz

No segundo dia do 2º Congresso da Fitmetal, que ocorre entre os dias 25 e 27 de maio, em Guarulhos, São Paulo, metalúrgicos e metalúrgicas puderam debater a conjuntura nacional e os rumos da industrialização no país com Ciro Gomes e Renato Rabelo. Pedidos “Fora Temer” também marcaram o dia.

1º Debate

Na parte da manhã, o tema de debate foi: “Os desafios da classe trabalhadora diante da atual conjuntura”. Em sua fala, Renato Rabelo, presidente da Fundação Maurício Grabois e ex-presidente do PCdoB, disse: "O golpe, que já completa mais de um ano, agravou a crise política e institucional e não resolveu o problema econômico. Prometeram que que tudo iria se resolver e até aqueles que apoiaram o impeachment sabem que foram enganados. Agora, como vimos nessa última semana, estão ampliando o estado de exceção, o estado policial, dentro do estado direito. Para resolver o problema do Brasil somente Eleições Diretas".

Em seguida, foi a vez de Victor Soares Pagani, supervisor técnico do Escritório Regional do Dieese. “No caminho político as crises estão cada vez mais graves. Na economia estamos em uma grande incerteza, pois nenhum empresário quer aplicar dinheiro na produção se é possível lucrar com investimento na dívida pública, com os juros mais altos do mundo. E para completar o desemprego tende a continuar alto. Em média, são 44 semanas para um trabalhador conseguir uma nova colocação no mercado na Região Metropolitana de São Paulo”.

Para finalizar, Marcos Verlaine, assessor político do Diap, fez a seguinte observação: “Com essa Reforma Trabalhista, que de reforma não tem nada, os trabalhadores terão que renunciar direitos para manter seus empregos e os sindicatos serão atropelados se a proposta for aprovada”.

2º Debate

O debate na parte da tarde foi sobre os “Caminhos para o Brasil superar a desindustrialização e retomar um Projeto Nacional de Desenvolvimento”.
Ciro Gomes, ex-ministro do governo Lula e ex-governador do Ceará, deu a sua opinião de como o governo atual atua impedindo o desenvolvimento.

“Essa reforma da Previdência que está aí não reforma coisa nenhuma, porque simplesmente vai em cima dos mais pobres, dos mais fracos, e deixa o verdadeiro problema da Previdência intocado. Não resolve nada. Precisamos discutir isto, pois apenas 2% dos previdenciários levam mais de um terço de todos os benefícios. O que Michel Temer mexeu nisso? Nada. Porque isso mexe com o doutor general, o doutor político, o doutor procurador, o doutor juiz...”, disse.

André Nassif, economista e professor da Universidade Federal Fluminense, em sua fala expôs que: “As empresas brasileiras não estão interessadas na recuperação da indústria porque se financeirizaram, já aplicaram quase tudo em títulos públicos".

O dirigente da Fitmetal e deputado federal Assis Melo (PCdoB RS) também compôs a mesa e foi homenageado pela sua luta em defesa da classe metalúrgica. Após o debate foi entregue ao deputado um quadro com uma foto sua do dia em que foi ao plenário da Câmara dos Deputados vestido com trajes de metalúrgico durante a votação da ‘reforma trabalhista’.

Solenidade

Já na parte da noite, ocorreu uma solenidade política que marcou a abertura oficial do congresso com a participação de dirigentes sindicais da CTB, CNM CUT e da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria de Cuba. Estavam presentes: Marcelino da Rocha, presidente da Fitmetal; Eremi Melo, secretária de Políticas Sociais da Fitmetal; Francisco Sousa, secretário de Relações Internacionais da Fitmetal; Andreia Diniz, secretária da Mulher da Fitmetal; Adílson Araújo, presidente nacional da CTB; Nivaldo Santana, vice-presidente nacional da CTB; Divanilton Pereira, secretário-geral adjunto da Federação Sindical Mundial (FSM); Loricardo Oliveira, secretário-geral da CNM CUT; Ernesto Garcia da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria de Cuba; Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do DIEESE.

O Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro foi homenageado pelos delegados e delegadas do Congresso com uma placa em referência ao centenário da entidade.