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FITMETAL: Luta em defesa da classe trabalhadora segue na ordem do dia

Embalado como ““modernização” da CLT, o desmonte da legislação trabalhista, aprovado pelo Senado, é o maior ataque já promovido aos direitos e às conquistas históricas da classe trabalhadora no Brasil


POR FITMETAL

Publicado em 12 de julho de 2017

Foto de Ísis Medeiros/Frente Brasil Popular

O desmonte da legislação trabalhista, aprovado nesta terça-feira (11) pelo Senado Federal, é o maior ataque já promovido aos direitos e às conquistas históricas da classe trabalhadora no Brasil. Embalada como “reforma” e até “modernização” da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o pacote do governo ilegítimo de Michel Temer é, na realidade, uma contrarreforma – um novo golpe que aprofunda ainda mais a crise do País.

“O Congresso Nacional quer enterrar, a toque de caixa, uma luta de décadas dos trabalhadores. Mas o povo, nas ruas, vai barrar essa situação”, afirma Marcelino da Rocha, presidente da FITMETAL (Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil).

Segundo Marcelino, a própria votação entre os senadores ocorreu de modo “arbitrário”, já que “representantes do movimento sindical e de movimentos sociais, mesmo credenciados, foram impedidos de acompanhar a votação pela polícia legislativa”. O texto aprovado, o PLC 38, deve ser sancionado por Temer nesta quinta-feira.

“O Congresso Nacional quer enterrar, a toque de caixa, uma luta de décadas dos trabalhadores. Mas o povo, nas ruas, vai barrar essa situação”, afirma Marcelino da Rocha, presidente da FITMETAL

É preciso garantir vetos ou medidas provisórias que revertam, em menos em parte, os ataques à classe trabalhadora e às entidades sindicais. Mas essas medidas devem partir da pressão popular e da unidade do sindicalismo, sem conchavos que, de resto, não têm validade prática.

À posição do Senado se soma a declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), que mostrou a impossibilidade de que qualquer negociação ou acordo com o governo Temer. Segundo Maia, “a Câmara não aceitará nenhuma mudança na lei. Qualquer MP não será reconhecida pela Casa”.

Por tudo isso, a luta em defesa da classe trabalhadora, por nenhum direito a menos, segue na ordem do dia!