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Caged: Indústria alavanca contratações no país, mas setor encolhe nas mãos de Temer

Brasil criou 35,9 mil vagas formais de trabalho em julho, segundo o Caged. Somente as vagas na indústria correspondem a 12.594 postos de trabalhos. Porém, nos últimos 12 meses, a indústria recuou em 1,9%.


POR Murilo Tomaz - Fitmetal

Publicado em 10 de agosto de 2017

Foto de Divulgação

Dados divulgados pelos Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), na quarta-feira (9), apontam que no mês de julho desse ano foram criadas 35,9 mil vagas formais de trabalho. O número é o saldo entre as 1.167.770 contratações e as.131.870 demissões.

A indústria foi o grande impulsionador desse saldo positivo. Entres os setores econômicos pesquisados, a indústria de transformação foi o setor que mais gerou empregos. Foram criadas 12.594 vagas. O o subsetor industrial de produtos alimentícios foi o que gerou mais postos de trabalho, 7.995, seguido pela indústria do material de transporte (indústria automobilística), que criou 2.282 postos.

Saldo: Setores com criação de vagas formais
Indústria de transformação:12.594
Comércio: 10.156
Serviços 7.714
Agropecuária: 7.055
Construção civil: 724

INDÚSTRIA ENCOLHE

Apesar dos dados do Caged mostrarem a indústria de transformação como uma das responsáveis pela tímida melhora na criação de empregos, o indicador acumulado nos últimos 12 meses aponta que a atividade da indústria nacional recuou a sua produção em um total de 1,9%. O dado é auferido pela Pesquisa Industrial Mensal Produção Física do IBGE.

Apesar do ritmo de encolhimento tenha parado de acelerar, a situação da indústria nas mãos de Temer continua desanimadora. Entre maio e junho, a variação foi nula (0%), embora 9 dos 14 locais pesquisados tenham apresentado recuperação. O destaque negativo ficou para Bahia, que recuou sua produção industrial em 10% entre os meses supracitados.

*Com informações Agência IBGE e MTE