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Manifestações param o Brasil contra a 'reforma' Trabalhista

Trabalhadores e trabalhadoras ligados às centrais sindicais e movimentos sociais foram às ruas contra as novas regras trabalhistas, que começam a valer amanhã, dia 11.


POR Portal CTB

Publicado em 10 de novembro de 2017

Manifestação em frente à Catedral da Sé, em São Paulo

Foto de CTB

No Dia Nacional de Luta, nesta sexta-feira (10), milhares de trabalhadoras e trabalhadores protestaram contra a 'reforma' trabalhista, que entra em vigor neste sábado dia 11. Na Praça da Sé, centro de São Paulo, milhares de militantes de oito centrais sindicais e diversos movimentos sociais protestaram contra este retrocesso que traz mudanças em 100 pontos da CLT (Consolidação das Leis de Trabalho).

“Estão impondo uma agenda ultraliberal no país que liquida com a CLT e rasga a Constituição”, afirma Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). “Estão promovendo um assalto deslavado ao país, entregando o pré-sal, as nossas maiores estatais e as riquezas nacionais”, complementa.

Araújo destaca a unidade das centrais sindicais e dos movimentos sociais. “A chave da vitória está na unidade da classe trabalhadora para impedir que o capital continue tirando mais direitos de quem produz a riqueza do país”.

Em Belo Horizonte (MG), militantes e dirigentes das centrais sindicais e movimentos sociais se reuniram na praça 7 para marcar posição de protesto contra a reforma trabalhista e suas consequências para a classe trabalhadora. A presidenta da CTB-MG, Valéria Morato, denunciou os nefastos efeitos da nova legislação nos direitos sociais e trabalhistas. O coordenador-geral da Contee, Gilson Reis, também denunicou o desmonte promovido pelo governo de Michel Temer. 

Ainda em Minas, com uma manifestação na BR 381, na rodovia Fernão Dias, que liga o estado a São Paulo, lideranças sindicais dos metalúrgicos de Betim e BH/Contagem, organizados pela CTB, FITMETAL e FEM/CUT abriram o "Dia Nacional de Luta Em Defesa de Nossos Direitos". 

"Esse governo golpista reza na cartilha dos empresários, dos banqueiros e da defesa dos interesses de políticos corruptos. Para isso, impõe enormes sacrifícios à classe trabalhadora, na tentativa de liquidar nossos direitos e, por extensão, atacar as organizações dos trabalhadores, ou seja, os sindicatos, para asfixiá-los pela via financeira. Nesse sentido, devemos continuar unidos e reforçar nossa resistência, porque este é um momento em que os trabalhadores mais precisam dos sindicatos", afirma o Alex Custódio, membro da direção Executiva da FITMETAL e secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim.

Na cidade de São Luís (MA), as centrais sindicais, com participação da CTB Maranhão, e os movimentos sociais realizaram manifestações contra a reforma trabalhista e a da previdência durante toda a manhã. O protesto interditou a Avenida dos Portugueses teve a participação de diversos sindicato da CTB, como o Sintema, Rodoviários Simproeesema, Vigilantes, além das demais Centrais, os movimentos populares e uma tribo de índios Gamelas.

Contra os retrocessos, mais de 10 mil cearenses também saíram às ruas de Fortaleza (CE). Sindicatos cetebistas participam ativamente dos protestos, contra as reformas. O Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Ceará (Sindiagua-CE) “levantou a bandeira contra a privatização da água disfarçada de Parceria Público Privada (PPP) e também se uniu à luta contra desmonte da previdência, contra a reforma trabalhista e pelo fim do trabalho escravo”, diz Jadson Pontes, presidente do Sindiagua-CE.

Em Sergipe, a CTB-SE e sindicatos filiados fizeram um ato público e uma caminhada no Calçadão de João Pessoa. No período da tarde, se uniu às demais centrais sindicais numa grande caminhada do Bairro São José ao centro. Ainda no início da manhã, trabalhadoras e trabalhadores bloquearam quatro rodovias estaduais e uma federal para denunciar o desmonte dos direitos trabalhistas. “Este é um esquenta para a manifestação da tarde com todas as centrais sindicais unidas”, afirmou Adêniton Santana Santos, presidente da CTB-SE.

No Rio de Janeiro, bancários e servidores públicos federais protestaram hoje e agências na região central da cidade ficaram fechadas na parte da manhã. O ato teve a participação de dirigentes da CTB-RJ, entre eles a secretária da Mulher, Kátia Branco, e a secretária nacional de igualdade racial, Mônica Custódio. Os trabalhadores e dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, filiado à FITMETAL, realizaram protestos e caminhada pelo centro da cidade.

Manifestação na BR 381, na rodovia Fernão Dias, que liga Minas Gerais a São Paulo

Foto de Reprodução

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