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Betim: Sindicato continuará com assistência a metalúrgicos no momento da homologação da demissão

Mesmo com a entrada em vigor, desde o dia 11 de novembro, da 'reforma' trabalhista, sindicato continuará a revisar as rescisões de contrato de trabalho de metalúrgicos com mais de um ano de serviço.


POR Redação

Publicado em 22 de novembro de 2017

Foto de Reprodução

O setor de homologações do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, filiado à FITMETAL, continuará a revisar as rescisões de contrato de trabalho de metalúrgicos com mais de um ano de serviço e que tenham sido demitidos pelas empresas da categoria, mesmo com a entrada em vigor, desde o dia 11 de novembro, da 'reforma' trabalhista, que acabou com tal possibilidade.

“A presença do Sindicato na conferência das verbas rescisórias sempre foi feita como uma forma de garantir que os valores estivessem corretos e que a empresa não deixaria de pagar algo devido aos trabalhadores, particularmente àqueles com mais de um ano de empresa, conforme era previsto em lei. Ou seja, sempre foi uma maneira de preservar os direitos dos metalúrgicos, especificamente em relação à nossa categoria”, esclarece o secretário-geral do Sindicato e secretário do Setor Automotivo e de Autopeças da FITMETAL, Alex Santos Custódio. “Por isso, continuaremos a prestar tal assistência”, completa.

Vale lembrar que, antes da implantação da reforma trabalhista, segundo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), todo o empregado que tivesse passado um ano ou mais na empresa, quando de sua demissão, teria sua homologação da rescisão de contrato de trabalho feita, obrigatoriamente, no Sindicato, com assistência de funcionários da entidade sindicais ou perante alguma autoridade do Ministério do Trabalho e Previdência Social.
Agora, com a reforma trabalhista, o trabalhador passará a receber as verbas rescisórias diretamente do empregador, sem nenhum órgão presente, como o Sindicato, por exemplo, para conferir se está tudo correto.

“Vamos continuar mobilizando os metalúrgicos em atos e ou manifestações de resistência na tentativa de revogar esta reforma trabalhista nefasta e extremamente prejudicial à classe trabalhadora porque, resumidamente, ela representa um verdadeiro retrocesso em nossas conquistas e direitos”, completa Alex.