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Manuela: “Precisamos desenvolver as forças produtivas do Brasil"

Sobre a situação nacional, a pré-candidata à Presidência da República, deputada estadual (PCdoB-RS) Manuela D’Ávila, falou da necessidade de o campo da esquerda apresentar as suas soluções para a crise que a direita criou.


POR Portal PCdoB

Publicado em 07 de fevereiro de 2018

Pré-candidata do PCdoB à Presidência da República, deputada estadual (PCdoB-RS), Manuela D’Ávila

Foto de Reprodução

A pré-candidata do PCdoB à Presidência da República, deputada estadual (PCdoB-RS), Manuela D’Ávila conversou com a equipe da Trepa Muleke, em parceria com a redação do Le Monde Diplomatique Brasil. A entrevista foi divulgada nesta terça-feira (6) em formato de podcast.

Na conversa, Manuela falou sobre o debate que fez no Campus Party em São Paulo que enfatizou a defesa da neutralidade da rede – princípio de que todas as informações que trafegam na internet devem ser tratadas da mesma forma, navegando à mesma velocidade, garantindo o livre acesso a qualquer tipo de conteúdo na rede sem ferir a autonomia do usuário. Manuela discorreu sobre os direitos dos usuários da internet sob o governos Lula e Dilma, software livre, engajamento, Marco Civil (como Lei nova no mundo) e Telecomunicação.

“A gente precisa compreender que a neutralidade diz respeito à existência de uma internet que mantém o seu espírito e que é igual para todos, ou seja, não é uma internet que os mais pobres vão ter como padrão de serviço que tinham na televisão, como meros receptores de notícia ou de acesso só aos serviços que o sistema ou as grandes empresas acham que eles merecem ter, e os mais ricos vão poder subir conteúdo e ter acesso a tudo, mas como isso tem impacto na perspectiva do desenvolvimento nacional. O que está em jogo também com a ameaça do fim da neutralidade é a oportunidades de novos negócios na rede”, comentou.

Soluções para a crise

Sobre a situação nacional, a pré-candidata falou da necessidade de o campo da esquerda apresentar as suas soluções para a crise que a direita criou e reafirmou que a principal razão da sua pré-candidatura é apontar saídas para a crise que assola o país. para ela, as eleições de 2018 precisam ser palco de debates sobre perspectiva de Brasil, destacou.

Para a pré-candidata, é preciso compreender o golpe como um processo que começou com o impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff, passa pelas reformas ultraliberais, como a proposta de reforma Trabalhista, a Emenda Constitucional 95, o fim do BNDES, a alteração da TJLP, a judicialização da política e agora a reforma da Previdência Social. Segundo ela, este é o pacote de medidas defendido por Michel Temer, Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin e Luciano Huck, que diminui a participação do Estado na vida das pessoas.

“Não vou entregar o nosso povo à uns fascistas que surgem sem soluções”

“No ambiente de crise as pessoas ficam inseguras, elas sentem medo, a gente precisa ter um olhar generoso sobre elas”, afirmou Manuela sobre a necessidade de ampliar o diálogo com toda a sociedade sobre projeto de Brasil.

Manuela defende que as saídas para a crise precisam passar por um projeto de desenvolvimento para o Brasil. “Precisamos desenvolver as forças produtivas no Brasil, gerar empregos de qualidade, onde se ganhe mais e trabalhe menos”.

Pacto entre o povo e setores produtivos

Indagada como seria seu governo, Manuela responde: O próximo governo do nosso campo político precisa radicalizar a democracia, precisamos propor um grande pacto entre o povo do nosso país e os setores produtivos que querem gerar empregos à população. Precisamos pensar em muitas ferramentas para garantir o envolvimento do povo brasileiro no governo.

“Debater mulher é debater projeto de país”

Questionada sobre a luta das mulheres, Manuela afirmou que vai aproveitar o processo eleitoral, que segundo ela, é um momento onde os brasileiros ficam atentos na política, e fazer o debate com o movimento das mulheres para a compreensão do seu alijamento na sociedade. A pré-candidata explica que com a falta de políticas sociais, “as mulheres são mandadas de volta para suas casas”. “Numa sociedade machista como a nossa, o Estado é o marido”, pontuou.

Manuela falou ainda sobre neutralidade de rede, tecnologia, desenvolvimento nacional, golpe e suas consequências, neoliberalismo, desigualdade, mulheres no mercado de trabalho, machismo, entre outros assuntos.

Ouça a íntegra clicando aqui. 


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