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Dirigente da Fitmetal é reintegrado à GM após afastamento de 4 anos


POR Fernando Damasceno

Publicado em 10 de agosto de 2018


Após quatro anos de afastamento, o secretário de Formação da Fitmetal, Marcelo Toledo, foi reintegrado nesta sexta-feira (10) à fábrica da General Motors, localizada em São Caetano do Sul (SP). O dirigente, que ocupa o cargo de ferramenteiro na multinacional, é o principal líder da histórica Oposição Metalúrgica organizada há três décadas na cidade do ABC Paulista.

“Esse retorno representa uma grande vitória jurídica e política. Eu estou afastado há quatro anos. Entramos com processo contra essa decisão, houve um período de Lay-off, essa fase acabou, a empresa voltou a contratar e mesmo assim me mantiveram todo esse tempo afastado da Ferramentaria por questões políticas”, afirmou Toledo, em seu primeiro dia de volta à empresa.

“A GM não tinha como justificar minha saída desde o final do Lay-off. Ao longo dos últimos anos sempre houve muito serviço na Ferramentaria”, argumenta o dirigente, que vê uma ação conjunta entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano no sentido de combater a oposição da CTB-Fitmetal. “A eleição mais recente para direção do Sindicato ocorreu em abril de 2015. Desde outubro de 2014 todos os nossos principais nomes foram afastados da fábrica, para que nenhum de nós tivesse contato com os trabalhadores no chão de fábrica”, destaca o dirigente da Fitmetal.

Ações vitoriosas

O retorno de Toledo não é um caso isolado. Ao longo dos últimos meses, outros membros da Oposição Metalúrgica que haviam sido afastados ou demitidos obtiveram na Justiça o direito de voltar ao trabalho.

Ricardo Cadan, Severino Almeida, Eduardo Stanco (Elvis) e Claudionor Valle voltaram para a GM. Fabio Gandia (Fabinho) e Paulo Chinelato (Pão Doce) ainda esperam por decisões sobre seus casos. Por sua vez, João Cipriano (Magrão), um dos principais líderes históricos da Oposição Sindical, foi demitido apesar de ter estabilidade por lesão, segue com processo para também ser reintegrado.

“Nossa luta é dura, mas também os resultados recentes mostram que temos a verdade ao nosso lado e que seremos vitoriosos, na medida em que nem a GM e tampouco o Sindicato conseguiram destruir nossa organização, pois ela está enraizada no chão de fábrica”, afirmou Toledo.



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