Editorial

Terceirização exige resposta à altura: greve geral já!

No total, foram 231 deputados federais que votaram a favor da medida, com 188 contrários e 8 abstenções. O referido projeto estava engavetado desde 1998, mas sua aprovação se deu em tempo recorde, por ação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.


POR Fitmetal

Publicado em 23 de março de 2017

Foto de Murilo Tomaz

O Brasil assistiu na noite desta quarta-feira, 22 de março, a um dos maiores retrocessos já impostos à classe trabalhadora: a aprovação do projeto de lei nº 4.302/1998, que autoriza a terceirização irrestrita de todas as atividades das empresas privadas e do serviço público. Na prática, isso vai significar o aprofundamento da precarização das relações de trabalho e a perda de direitos históricos garantidos até então pela Constituição.

No total, foram 231 deputados federais que votaram a favor da medida, com 188 contrários e 8 abstenções. O referido projeto estava engavetado desde 1998, mas sua aprovação se deu em tempo recorde, por ação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

A Fitmetal entende que a terceirização é uma consequência direta do golpe contra a democracia iniciado em 2016, com o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Michel Temer foi colocado no Palácio do Planalto para impor uma série de retrocessos no menor espaço de tempo possível. Sem mobilização popular, o cenário tende a piorar ainda mais.

Em menos de um ano, já vimos a aprovação da PEC do Teto dos Gastos, que congelará em 20 anos os investimentos públicos em Saúde e Educação; a economia permanece estagnada e o desemprego continua a afetar mais de 12 milhões de pessoas. A terceirização foi o primeiro passo para uma reforma que rasgará definitivamente a Consolidação das Leis Trabalhistas. Já está claro que a Reforma da Previdência será a próxima a ir para o Congresso Nacional.

Diante de tamanhas ameaças, vai ficando cada vez mais claro que não resta à classe trabalhadora outra opção que não seja a greve geral. O basta ao governo ilegítimo precisa vir das ruas de todo o país, deve nascer do clamor popular contra esses retrocessos históricos.

Os metalúrgicos e metalúrgicas de todo o Brasil precisam estar preparados para dar sua contribuição. A Fitmetal orienta seus sindicatos filiados a dialogar com suas bases e trazer a classe trabalhadora para essa luta, permanecendo em alerta para a paralisação nacional que está por vir.

Vamos à luta!

São Paulo, 23 de março de 2017
Direção Executiva da Fitmetal