Editorial

Fitmetal: Queda dos juros é positiva, mas insuficiente para superar a crise

Para a Fitmetal, apesar de positivo, o gesto é insuficiente por fatores políticos e econômicos. A cada dia se torna mais clara a ilegitimidade de Michel Temer para conduzir a Nação rumo à retomada do crescimento.


POR Fitmetal

Publicado em 31 de maio de 2017

Foto de Reprodução

A Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal) vê como positiva a nova redução da taxa de juros básica, anunciada nesta quarta-feira (31), pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. No entanto, diante da atual conjuntura, essa queda deveria ter sido mais acentuada, como forma de estimular a economia e favorecer o combate ao desemprego.

Com a decisão do Copom de reduzir em 1 ponto percentual a chamada taxa Selic, os juros caíram para 10,25% ao ano. Foi o sexto corte consecutivo anunciado pelo Banco Central, em nova tentativa de aquecer a economia brasileira.

Para a Fitmetal, apesar de positivo, o gesto é insuficiente por fatores políticos e econômicos. A cada dia se torna mais clara a ilegitimidade de Michel Temer para conduzir a Nação rumo à retomada do crescimento. Ao invés de gerar confiança e tranquilidade, o presidente golpista trouxe o caos e a corrupção para dentro do núcleo duro do governo. Sua permanência é insustentável e acarreta em prejuízos incalculáveis para o povo.

No que se refere à política, não há alternativa a não ser a saída de Temer e a convocação de eleições diretas. Soluções que tenham o respaldo apenas do mercado não serão suficientes para que o Brasil volte a crescer. A Fitmetal entende que a democracia é a única solução viável neste momento.

Na economia, nota-se que ainda há um largo espaço para a redução dos juros, em especial pelo momento de baixa inflação constatado no país em 2017. O Brasil segue como o campeão mundial dos juros reais, condição que desestimula o investimento produtivo e atende apenas aos interesses dos setores rentistas do país.

Nesta semana o IBGE demonstrou que, durante o primeiro ano de governo Temer, aumentou em 2,6 milhões o número de desempregados no Brasil, chegando a um total de 14 milhões de pessoas. Os metalúrgicos e metalúrgicas de todo o país acompanham de perto esse drama, que a cada semana afeta mais famílias. Esse cenário só será revertido a partir de um grande pacto nacional, que recoloque o povo como fiador de uma nova etapa para o país, que tenha o desenvolvimento e a defesa da democracia como prioridades.

São Paulo, 31 de maio de 2017
Direção Executiva da Fitmetal


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