Editorial

Resolução da 2ª Reunião do Secretariado Executivo da Fitmetal

Leia a resolução aprovada nesta terça-feira (27/3) pelo Secretariado Executivo da FITMETAL (Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil)


POR FITMETAL

Publicado em 27 de março de 2018

Reunião do Secretariado da FITMETAL: é hora de reafirmar o “Manifesto em Defesa da Reindustrialização e do Desenvolvimento do Brasil”

Foto de André Cintra

Conjuntura exige unidade e organização da categoria metalúrgica

O Secretariado Executivo da Fitmetal, reunido na cidade de São Paulo, avalia que:

1. A decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que nesta segunda-feira (26) negou o último recurso de defesa do ex-presidente Lula em 2ª instância, é mais um passo da escalada contra a democracia em curso no país. O julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), marcado para o dia 4 de abril, poderá representar o desfecho do golpe iniciado em 2016. Se o habeas corpus solicitado pela defesa de Lula for negado, teremos configurado, de forma definitiva e incontestável, um Estado de exceção, com consequências imprevisíveis para o futuro do país.

2. A situação do Rio de Janeiro exige de toda a sociedade um debate sobre os ataques sofridos pela democracia no Brasil, afinal já se passaram 13 dias desde o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes, sem que as autoridades tenham sinalizado qualquer indicativo de que os responsáveis pelo crime serão descobertos e punidos. O Estado brasileiro tem a obrigação de responder à sociedade todas as dúvidas que ainda perduram sobre o caso. Negros, pobres e desassistidos em geral têm sido executados nos morros e na periferia fluminense, a despeito da intervenção militar na cidade. A morte de cinco jovens na cidade de Maricá, no último domingo, e de oito moradores da Rocinha, na semana passada, são novos elemento que confirmam tal cenário.

3. É necessário que o movimento sindical, empresas do setor siderúrgico e o governo brasileiro discutam medidas efetivas em relação à nova política anunciada pelos Estados Unidos, a respeito do comércio internacional de aço e alumínio. Somente no Brasil, estão em risco cerca de 200 mil postos de trabalho. A indústria nacional precisa de um processo que a revigore e que priorize a produção local, de modo a diminuir a vulnerabilidade do país diante de políticas como a de Donald Trump.

4. Nesse sentido, a Fitmetal reafirma a importância de seu “Manifesto em Defesa da Reindustrialização e do Desenvolvimento do Brasil”, divulgado em primeira mão durante debate realizado no Fórum Social Mundial, no último dia 14 de março. Dividido em TRÊS eixos e 12 propostas, o texto é resultado do Ciclo de Debates promovido em 10 estados pela Federação em 2017, com a participação de sindicalistas, acadêmicos, do Dieese, parlamentares e empresários. Uma vez publicado, cabe à Direção da Fitmetal estimular o debate sobre seu conteúdo em cada uma de suas bases, bem como garantir que o tema seja discutido ao longo de toda a campanha que antecede as eleições gerais de 2018.

5. Por fim, a Fitmetal saúda a continuidade do movimento Brasil Metalúrgico, iniciativa concretizada no decorrer de 2017 e responsável pela unidade da categoria em todo o país. O enfrentamento à Reforma Trabalhista, a luta em defesa da Previdência Social, o fortalecimento da indústria nacional, as bases para um Contrato Coletivo Nacional e a geração de novos empregos já estão na Agenda de todas as entidades que participam desse coletivo. A Vida longa ao Brasil Metalúrgico!

São Paulo, 27 de março de 2018.

Secretariado Executivo da Fitmetal