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Rio de Janeiro: Congresso metalúrgico debate ações em defesa dos trabalhadores

O 11°Congresso dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro também debateu a luta contra o golpe, aprovou plano de lutas e deu início aos preparativos para as atividades de 100 anos da entidade.


POR Redação

Publicado em 16 de maio de 2016

Mesa de abertura do 11º Congresso dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro

Foto de Bruno Bou

O Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro realizou nos dias 13, 14 e 15 de maio um grande congresso, digno dos seus 99 anos de luta em defesa da categoria. Trabalhadores de dezenas de empresas participaram deste que foi o 11º Congresso dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro e aprovaram importantes pautas de luta para os próximos anos.

Galeria de Fotos: Confira as fotos do 11º Congresso dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro

O 11º congresso também foi o momento de dar início aos preparativos para as atividades dos 100 anos da entidade (maio de 2017). O Sindicato pretende fazer diversas ações para marcar essa data histórica.

Abertura

A abertura do congresso ocorreu no dia 13, na própria sede do Sindicato. A solenidade de abertura também foi o momento de comemorar os 99 anos completos no dia 1º de maio de 2016.

O congresso teve como patrono o companheiro José Ferreira Nobre, de 92 anos, que é presidente do Grêmio dos Metalúrgicos Aposentados. Nobre recebeu uma placa de agradecimento das mãos do presidente do Sindicato, Jesus Cardoso.

O Sindicato também fez o resgate histórico de dois ex-presidentes da entidade que já faleceram: Washington Costa e Carlos Manoel. A homenagem emocionou a todos. Maria Inês, ex-diretora do Sindicato, recebeu a placa em nome da família do companheiro Washington Costa, assim também como a filha de Carlos Manoel, Sofia Bezerra Costa Lima e a irmã dele Rosana Costa Lima.

O ato político contou com as presenças da deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB), do deputado federal Luiz Sérgio (PT), do vereador do Rio, Babá (Psol), do presidente da CTB-RJ, Ronaldo Leite, do vice-presidente nacional da CTB, Nivaldo Santana, do vice-presidente da FSM e presidente do PCdoB-RJ, João Batista Lemos, o presidente da Fitmetal, Marcelino Rocha, do presidente do PT-Rio, Alberes Lima, do presidente do Sindicato dos Comerciários, Marcio Ayer, da coordenadora da Unegro, Claudia Vitalino, entre outras representações sindicais e do movimento social. Também estavam presentes os ex-presidentes do Sindimetal-Rio, Luiz Chaves e Maurício Ramos.

O presidente Jesus Cardoso destacou a importância do congresso neste momento em que o país vive um golpe institucional e sérios ataques aos direitos dos trabalhadores. Para Jesus, é preciso mostrar que os trabalhadores têm lado e que não aceitarão esses ataques contra a democracia. “Na hora de crise, quem paga são trabalhadores. Querem terceirizar tudo, retirar nossos direitos e enfraquecer os sindicatos. Mas com a nossa luta, não vamos deixar que isso aconteça”.

A deputada Enfermeira Rejane aproveitou a abertura do congresso para entregar em mãos o projeto que aprovou na Alerj que concede ao Sindimetal-Rio a Medalha Tiradentes pelos 100 anos da entidade.

Conjuntura, situação do Rio de Janeiro e organização sindical

Nos dias 14 e 15, o congresso teve continuidade em Paty de Alferes. No sábado (14), o primeiro debate foi sobre a conjuntura nacional e internacional e contou com as exposições do vice-presidente nacional da CTB, Nivaldo Santana, e do presidente da Fitmetal, Marcelino Rocha. Foi destacada a luta contra o golpe em curso e o que isso representa para os trabalhadores.

A segunda mesa debateu a organização e a estruturação sindical, apresentada pelo presidente da CTB-RJ, Ronaldo Leite, que falou sobre as organizações no local de trabalho e outras formas de reunir os trabalhadores.

Na parte da tarde, a terceira e última mesa abordou a situação econômica do Rio de Janeiro, apresentada pelo professor da UERJ, Bruno Leonardo, que também destacou os ataques aos trabalhadores em plano nacional como também no Rio de Janeiro por conta da crise que o Estado vive. Bruno falou ainda do esvaziamento da indústria na cidade do Rio como ponto preocupante.

O último dia (15) foi reservado para uma intervenção especial sobre os 100 anos do Sindicato. Foi apresentado um novo formato gráfico do jornal Meta e as ações que a entidade pretende fazer para comemorar o seu centenário.

Por fim, foram apresentadas as emendas às resoluções do congresso, que trataram da organização sindical, realização de encontros e seminários e outros temas. Também foi aprovada a atualização da tese do congresso, destacando principalmente o golpe contra a democracia e os ataques aos direitos dos trabalhadores a partir deste governo interino.

O congresso ainda prestou suas homenagens aos metalúrgicos cipeiros que marcaram grande presença nas atividades como também às mulheres metalúrgicas, que foram saudadas pelo presidente Jesus Cardoso. Foi ainda ratificada a cessão de um espaço maior na sede do Sindicato para o grêmio dos aposentados.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro

Marcelino Rocha, presidente da FITMetal.

Foto de Bruno Bou