Notícias

Recessão de Temer derruba venda de carros em 17% em outubro

Para Wallace Paz, secretário-geral da FITMetal, as medidas já tomadas e as medidas anunciadas pelo governo Temer atuam para aprofundar a crise econômica que se estabeleceu no país.


POR Redação

Publicado em 03 de novembro de 2016

Foto de Reprodução

Dados divulgados nesta terça-feira, 1º, pela Fenabrave, a associação nacional das concessionárias de veículos, mostra que a venda de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus caiu 17,22% em outubro; no acumulado do ano, a queda é ainda maior, de 22,28%; na comparação com setembro, quando foram vendidas 159.957 unidades, houve uma ligeira queda, de 0,57%, números que voltam a confirmar a incapacidade do governo de Michel Temer de retomar o crescimento da economia do País

Dados divulgados nesta terça-feira, 1º, pela Fenabrave, a associação nacional das concessionárias de veículos, mostra que a venda de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus caiu 17,22% em outubro. No acumulado do ano, a queda é ainda maior, de 22,28%.

Os números voltam a confirmar a incapacidade do governo de Michel Temer de retomar o crescimento da economia do País.

Segundo a Fenabrave, foram emplacadas 159.049 unidades em outubro, contra 192.133 unidades no mesmo período de 2015. Nos primeiros 10 meses do ano, foram comercializadas 1,66 milhão de unidades, contra 2,14 milhões em 2015.

Na comparação com setembro, quando foram vendidas 159.957 unidades, houve uma ligeira queda, de 0,57%.

A queda geral é puxada pela baixa nas vendas de automóveis e comerciais, responsáveis por boa parte da frota brasileira. Em outubro foram 154.875 unidades, 100 a menos do que em setembro, e bem abaixo das 185.258 de outubro de 2015.

De acordo com Wallace Paz, secretário-geral da FITMetal, tudo que está acontecendo no país confirma o que a Federação e o movimento sindical alertou aos trabalhadores.

“Não reconhecemos este governo de fato, pois ele alçou ao poder por um processo jurídico que tem o seu valor dentro da condição institucional, mas não é um governo que foi escolhido pelos trabalhadores e pela sociedade. Por conta disso temos clareza de que o anúncio que fizemos antes só veio a se confirmar, pois esse governo não está fazendo nada pelo crescimento do país, muito pelo contrário, as medidas já tomadas e as medidas anunciadas só vem no sentido de continuar aprofundando a crise econômica que se estabeleceu no país”, diz.

Para o dirigente, a prova de que o governo não trabalha no sentido de crescimento do país foi a última decisão da Petrobras sobre a Transpetro (saiba mais aqui). A empresa, que tinha contratos de construção de embarcações para a sua frota de petroleiros e de barcos de apoio, agora voltou ao modelo de arrendamentos da época FHC (Fernando Henrique Cardoso).

“Serão pagos milhões de dólares em arrendamentos ao invés de se construírem navios para gerarem empregos aqui. Agora não só vão tirar o emprego do processo de construção, como também irão tirar o emprego de trabalhadores dentro das embarcações, porque elas serão conduzidas por estrangeiros e não por trabalhadores brasileiros. Isso afeta não só o setor naval como afeta os próprios marítimos. Esse governo vem com essa cartilha de precarização do trabalho com fechamentos de postos de trabalho”, afirma Wallace.

Informações: Brasil 247