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FITMETAL e CTB participam do Dia Nacional de Luta em todo o País

Manifestações do "Dia Nacional de Luta, Protesto e Greve", convocadas pela campanha "Brasil Metalúrgico", ocorreram em pelo menos dez estados.


POR Fitmetal

Publicado em 14 de setembro de 2017

Metalúrgicos da Fitmetal no ato de São Paulo

Foto de Murilo Tomaz

O Dia Nacional de Luta, Protesto e Greve levou milhares de trabalhadores às ruas, nesta quinta-feira (14), em pelo menos dez estados. As manifestações foram convocadas pela FITMETAL (Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil), pela CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e pelas entidades que integram a campanha “Brasil Metalúrgico”.

Com caráter nacional e unificado, o movimento protestou contra o fim dos direitos sociais e trabalhistas, contra o desmonte da Previdência Pública e em defesa das conquistas nas convenções coletivas. “Foi um repúdio generalizado dos trabalhadores – sobretudo dos metalúrgicos – às reformas e aos retrocessos do governo Temer”, afirmou Marcelino da Rocha, presidente da FITMETAL.

Veja abaixo como foi a participação da FITMETAL e da CTB nas principais atividades do Dia Nacional de Luta, Protesto e Greve:

São Paulo

Os metalúrgicos começaram a se concentrar às 8 horas, em frente ao Theatro Municipal de São Paulo, na Praça Ramos de Azevedo. De lá, com faixas, bandeiras e carros de som, cerca de 2 mil manifestantes foram em passeata até a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo (órgão ligado ao Ministério do Trabalho), na Rua Martins Fontes.

“Nós, metalúrgicos do Brasil de todas as correntes políticas, estamos fazendo a ‘lição de casa’ e estamos de parabéns. Estamos mostrando hoje o que é ser uma categoria de luta”, discursou, do carro de som, Marcelo Toledo, o “Alemão”, secretário de Formação da FITMETAL. Ele acusou o governo Temer de ser “uma máfia, uma quadrilha, que tomou de assalto” o poder. “Temos de mostrar com quem eles estão mexendo. Eles não nos põem medo!”

Para José Francisco Salvino, o “Buiú”, secretário de Políticas Institucionais da FITMETAL e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Jaguariúna, é hora de o movimento sindical “deixar todas as diferenças de lado” e reforçar a mobilização das categorias. “”Somente com trabalhadores nas ruas, com as fábricas paradas, é que conseguiremos barrar esses retrocessos”, declarou Buiú.

Os representantes da FITMETAL, CTB, CNM/CUT, CNTM/Força Sindical e CSP-Conlutas solicitaram uma reunião com o superintendente do Ministério do Trabalho em São Paulo, Eduardo Anastasi, para apresentar a pauta da campanha “Brasil Metalúrgico”. A expectativa é que essa audiência ocorra antes de 29 de setembro – data em que as entidades do movimento realizarão a Plenária Nacional dos Trabalhadores da Indústria, no CMTC Clube, em São Paulo.

Wallace Paz, secretário-geral da FITMETAL, e Claudionor Valle, e membro da direção plena, também participaram da manifestação. A CTB foi representada por dois membros de sua direção executiva nacional – Nivaldo Santana (Relações Internacionais) e Ronaldo Rodrigues Leite (Formação e Cultura) –, além de Carlos Rogério Nunes (Conselho Fiscal). 

Minas Gerais

Em fase de campanha salarial unificada, os metalúrgicos do estado iniciaram os protestos já na madrugada, com uma passeata na BR 181, a rodovia Fernão Dias, que liga Minas Gerais a São Paulo. A manifestação durou cerca de uma hora e meia, paralisando a produção na FCA (Fiat Automóveis) e no cinturão de fornecedoras de autopeças da região.

Durante o protesto, os metalúrgicos de Betim, representados pelo Sindicato, também criticaram a primeira proposta de aumento de 1%, oferecida pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Além da FITMETAL e da CTB, participaram das atividades o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região, a Femetal, a Fem/CUT-MG e a CSP-Conlutas.

“Os metalúrgicos de Betim, mais uma vez, deram sua importante contribuição nesta luta. Saímos em passeata desde as 5 horas da manhã, numa manifestação que passou em frente à Fiat Automóveis, com o objetivo de fortalecer ainda mais a resistência contra as reformas do governo Temer”, afirmou Marcelino da Rocha.

Ainda pela manhã, no Sul de Minas, os trabalhadores metalúrgicos da Imbel em Itajubá (MG), fizeram uma assembleia ampliada da categoria. O Sindicato dos Metalúrgicos de Lavras, filiado à FITMETAL e a CTB, marcou presença

À tarde, houve nova manifestação em Betim, em frente à portaria da Brembo, no distrito industrial do bairro Bandeirtinhas. Dirigentes do Sindicato, da Fitmetal e da CTB foram acompanhados de perto por um grande aparato militar, que mobilizou vários policiais e diversas viaturas. Mesmo diante da tentativa de intimidação, os sindicalistas deram sequência à atividade, que transcorreu de forma pacífica.

Confira no vídeo com Marcelino da Rocha, depois do primeiro ato em Betim:

 

Rio de Janeiro

No Rio, às 7 horas, trabalhadores se reuniram em frente à sede da Petrobras. O ato foi liderado por três sindicatos de trabalhadores metalúrgicos – Rio, Angra dos Reis e Niterói –, com apoio da FITMETAL, da CTB e da CUT. O foco das entidades foi a denúncia do desmonte do setor naval e o desemprego crescente nos estaleiros.

Dirigentes cobraram a retomada dos investimentos da Petrobras no setor metalúrgico, em especial no segmento naval, para a volta dos estaleiros e dos empregos no estado. Atualmente, a indústria naval está praticamente paralisada em Angra, Rio e Niterói, onde ficam os maiores estaleiros.

Partindo da sede da Petrobras na Avenida Chile, os dirigentes caminharam até o outro prédio da empresa, que também fica no centro da cidade. As entidades solicitaram uma reunião com o presidente da Petrobras, Pedro Parente – mas a companhia se recusou a receber os trabalhadores.

“Queremos que eles nos recebam e ouçam os pedidos dos trabalhadores”, afirmou Jesus Cardoso, secretário dos Setores Naval Offshore e Siderúrgico da FITMETAL e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro (RJ). “Não nos receberam hoje – mas vamos voltar aqui e exigir que a Petrobras assuma seu papel, neste momento, de investir no Brasil e voltar a gerar empregos.”

Em Queimados (RJ), na Baixada Fluminense, também houve assembleias com a categoria. O protesto foi convocado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Queimados e Região (Sindimetal) e pela FITMETAL. Dirigentes das entidades, como Ubirajara da Cruz (o Bira), presidente do sindicato, e Alex Ferreira Santos, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Federação, falaram com os trabalhadores.

Outros estados

Dirigentes e lideranças sindicais ligadas à Fitmetal, à CTB, e ao Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco (SindMetal-PE) também promoveram, em Recife, o Dia Nacional de Luta, Protesto e Greve. A mobilização contou com panfletagens junto à categoria na multinacional Musashi do Brasil.

Já no Rio Grande do Sul, uma assembleia na porta da Microinox, em Caxias, marcou o Dia de Luta. Além das bandeiras de lutas da campanha Brasil Metalúrgico, a manifestação, chamada pela FITMETAL e pelo Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região, acusou a empresa de demitir em massa e não dialogar com a categoria.  

*Com informações dos sindicatos