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Carlos Barbosa: Metalúrgicos querem avanços ou acordo coletivo será levado à Justiça

Desde a entrega da pauta de reivindicações, em 9 de agosto, o Sindicato vem buscando, sem sucesso, um acordo com a patronal para a obtenção de aumento real com pagamento retroativo a agosto.


POR Sindicato dos Metalúrgicos de Carlos Barbosa

Publicado em 21 de novembro de 2017

Foto de Sindicato dos Metalúrgicos de Carlos Barbosa

Em assembleia realizada na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Carlos Barbosa, filiado à FITMETAL, na manhã de sábado (18/11), a categoria decidiu, por ampla maioria, aprovar a proposta feita pela direção de buscar a negociação do acordo coletivo até o final deste mês e, caso não haja avanços, procurar a mediação da Justiça, por meio do Tribunal Regional do Trabalho. Apenas três pessoas votaram contra a proposta, que já havia sido apresentada e aprovada pelos trabalhadores em assembleia realizada na terça-feira, 14/11, em frente à unidade da Tramontina do Desvio Machado.

Nas duas atividades, os trabalhadores manifestaram seu descontentamento com a proposta patronal, de 2,5% de reajuste, sem retroatividade. Desde a entrega da pauta de reivindicações, em 9 de agosto, o Sindicato vem buscando, sem sucesso, um acordo com a patronal para a obtenção de aumento real com pagamento retroativo a agosto — data-base da categoria — e a adoção de cláusulas sociais que protejam os trabalhadores frente às perdas impostas pela nova lei trabalhista, que passou a vigorar no último dia 11.

“O resultado destas duas assembleias mostra a insatisfação dos metalúrgicos com a postura dos patrões que não os valorizam na medida de sua dedicação às empresas. Há meses estamos buscando negociar um aumento acima da inflação, mas a proposta de reajuste apresentada fica muito aquém das necessidades dos trabalhadores por não repor as perdas do último período”, explica o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Todson Andrade.

“Estamos vendo a prosperidade das empresas locais, mas não estamos vendo isso se refletir no salário dos metalúrgicos. Os trabalhadores sentem seu poder de compra sendo achatado mês a mês. Isso é prejudicial tanto à categoria quanto à economia local, que passa a vender menos produtos e serviços, e à cidade que passa a arrecadar menos impostos. A hora de valorizar os metalúrgicos é agora”, completou Todson.

A indústria metalúrgica local tem conseguido manter resultados positivos mesmo com a crise. Somente a Tramontina, que emprega a grande maioria dos metalúrgicos da cidade, projetou, no início do ano, aumento de 12% de sua produção para 2017. Em 2016, a receita do grupo foi de R$ 4,75 bilhões, alta de 13% em relação ao ano anterior.

A assembleia também teve a participação do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul, Claudecir Monsani, que levou aos trabalhadores de Carlos Barbosa o apoio e a solidariedade da categoria da cidade vizinha.

Monsani ressaltou a importância de os trabalhadores se unirem cada vez mais e fortalecerem o Sindicato, essencial para viabilizar a luta dos trabalhadores por seus direitos frente ao poder dos patrões, especialmente numa conjuntura de crise nacional, marcada por perdas salariais, de emprego e de direitos.