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Cortar incentivo da Zona Franca de Manaus é irresponsabilidade, diz dirigente da Fitmetal


POR Fernando Damasceno

Publicado em 05 de junho de 2018


O dirigente da Fitmetal e do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Edilon Melo, afirmou nesta terça-feira (05), em entrevista por telefone, que o governo federal cometerá uma irresponsabilidade se reduzir os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM).


“Uma decisão como essa certamente resultaria em demissões, fuga de empresas e de competitividade. O nosso modelo aqui é para exportar, já que quase nada fica em Manaus, comparado com o que vai para o Sul e o Sudeste. Seria uma irresponsabilidade do governo e da também da bancada do Amazonas no Congresso Nacional, com exceção da senadora Vanessa Grazziotin”, afirmou o sindicalista.

No final de maio, o governo federal publicou o decreto 9.394, que propõe reduzir de 20% para 4% a alíquota do Imposto de Produtos Industrializados (IPI) da ZFM. Na última segunda-feira (04), a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) entrou com um projeto de resolução para sustar os efeitos da medida que desfavorece a produção dos fabricantes de concentrados no Amazonas.

Segundo a assessoria da senadora, a modificação das alíquotas acaba, na prática e sem lei, com o incentivo fiscal garantido para a ZFM. o texto inviabiliza a produção local que é responsável por 30% das exportações do Polo Industrial de Manaus (PIM) e a geração de aproximadamente de 70 mil empregos na cadeia produtiva envolvendo trabalhadores na capital e no interior.

Impacto profundo

Além dos milhares de emprego em risco, o dirigente da Fitmetal destaca outro fator de grande importância para a manutenção da atual alíquota de IPI: a preservação ambiental. “É sempre bom lembrar: não somos qualquer lugar. Somos parte da Amazônia, dentro da maior reserva natural do planeta. Sem a opção da indústria, as pessoas vão procurar buscar seu meio de vida de outras formas. Isso não está sendo visto e o governo federal precisa ter esse cuidado com nossa região. A ZFM sustenta nossa economia e ajuda a manter a nossa biodiversidade, que não é importante apenas para o Brasil, mas para o mundo”, defende.


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